segunda-feira, 26 de maio de 2008

Engraçado

Vou mudar de actividade. Estou naquele momento em que me parece ideal fazer uma pausa, mas subir dois andares para continuar com a mesma companhia, não vale a pena, e por isso venho partilhar alguns pensamentos, opiniões, ou talvez, bardas.

Estou com a sensação que deixei fugir a inspiração, que ela se escapou pelo meio dos dedos. Distante de grande eventos, que mexem comigo por dentro, a rotina voltou, e não há como fugir a ela. Mais que isso, qualquer tentativa de fuga da rotina é violentamente reprimida por um circuito interno, que muitas vezes se torna difícil de perceber. Ora prende, ora liberta. Deixar o coração comandar o circuito é ir longe demais. Volta para o teu lugar!!


Eu volto, sem problema. 
Gosto sempre de opinar sobre o festival da Eurovisão. Sem o fascínio de outrora, vejo e acompanho este certame quando posso. O epicentro desta convenção musical europeia tem se mexido cada vez mais para leste. As músicas são cada vez piores. As grandes músicas ligeiras da Europa vão desaparecendo. O tele-voto acaba por contaminar toda a votação, dando aso a que os países com maiores fronteiras, ou com maior número de emigrantes se destaquem dos restantes, simplesmente por esse facto. Portugal esteve na final, há uns anos que não estava, e se calhar não volta tão cedo. A totalidade dos seus votos foram conseguidos a oeste, com os países mais próximos a contribuírem mais. Portugal é o país que há mais anos participa no festival, e ainda não obteve uma vitória. E dificilmente irá obtê-la enquanto forem os votos do público a decidir. Por muito que esta me pareça a forma mais justa de decisão, está claramente viciada, e carece da mais elementar justiça para os compositores e participantes. 
Gosto particularmente das votações, de adivinhar onde vamos buscar pontos, a quem são atribuídos os pontos. Mesmo quem tivesse um gosto musical duvidoso, mas conhecesse a divisões desta nova Europa de Leste partida em mil bocadinhos, facilmente adivinharia o destino dos pontos. Fico com pena de não ter ouvido: "Portugal twelve points, le Portugal douze points".

Se tivesse votado o meu voto teria ido para a canção francesa, do compostior Sebastien Tellier, com o tema Divine. Quase integralmente cantado em inglês. O que se passa com estes franceses?


Mesmo assim ficaram atrás de Portugal. Se o compositor tivesse guardado esta canção no baú e cantasse agora...



o resultado podia ter sido outro.

Fim de Crónica

Fim de Crónica

1 comentário:

Francisco Castelo Branco disse...

Ola! Vi o seu blogue e gostei bastante. Tem muito conteudo e bastante interesse......
Tenho um blogue . É www.olhardireito.blogspot.com ..... Gostava que o visitasse e desse uma opinião....

Obrigado pela atençao

Cumprimentos