Tenho aqui uma série de músicas para despachar. Qualquer dia, já deixam de ser novidades, e passaram apenas a ser clássicos da música.
A verdade é que tenho andado com pouca atenção ao mundo que generosamente me rodeia. Para além disso o Twitter acolhe os meus pensamentos mais rápidos e estúpidos. Na altura em que são publicados, não são dignos de figurarem neste blogue. Mas espremendo a ideia, podia de facto arranjar-se matéria para rabiscar na parede.
Ontem, no meu momento autista do dia, a hora do ginásio (nessa altura sou um ser extremamente agressivo e respondo em monossílabos), comecei a pensar na evolução da nossa espécie. E perguntei para mim: "Se um dia for pai, será que serei um melhor pai que os meus?". A primeira resposta que me saltou à cabeça foi sim. Convencido? Talvez. Mas depois disto comecei a olhar para trás. Será que os meus pais foram melhores pais que o seus pais tinham sido para eles? Apesar de não ter conhecido alguns dos meus avós, acho sinceramente que sim. Por isso, a minha ambição não é assim tão descabida. Aliás, faz mesmo todo o sentido. Estranho seria se assim não o fosse. Haverá casos em que assim não acontecerá, e se calhar não são assim tão poucos como eu estou a imaginar. No meio em que vivo tenho a sorte de olhar para amigos meus e pensar que vão ser excelentes pais e mães.
Na música continuamos com os Mates of States, que desta vez nos trazem mais um tema retirado do álbum Re-Arranje Us, Get Better. É tema single, nitidamente. Fala-nos de aproveitar as pequenas coisas da vida, mas sempre com mais luz.
Fim de Crónica
quarta-feira, 1 de abril de 2009
Evolução das espécies
Crónica
Zé David
às
14:41
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sexta-feira, 27 de março de 2009
Vendido
Trabalho, ocupação o que seja. Tenho alguma dificuldade em entusiasmar um leigo na matéria quanto falo dele. Talvez por simplesmente não me conseguir entusiasmar a mim mesmo de forma a que seja um entusiasmo contagiante.
Às vezes basta alguém falar de forma apaixonada sobre um assunto, que mesmo que eu não seja um especialista, facilmente consigo segui-la.
Felizmente que esta carência de entusiasmo não é generalizada. Geralmente quando falo para uma plateia que fala a mesma língua que eu falo e gosto de falar. A linguagem tem enormes limitações.
Não obstante essas limitações vou fazer aqui hoje uma tentativa de passar o meu entusiasmo moderado para todos vós.
Imagina-te chegado a um país novo, com uma língua nova. Ou por outra, imagina que a tua empresa quer explorar um mercado novo, num país maravilhoso, mas és incapaz de falar a língua local. Não falas uma língua porque a tua pronúncia é medonha, e ninguém te entende. Se a juntar a tudo isto tiveres pouco tempo para aprender ou melhorar o conhecimento de uma língua nova, e ainda por cima o dinheiro ao fim do mês não sobra para pagar as aulas nem no Wall Street Institute, então eu posso (daqui a uns tempos) ter a solução para ti. Para ti não, que falas e lês português como quem bebe água, mas para quem esteja à procura de conhecer a língua de Camões, eu comcei o caminho para uma solução.
Estou a tentar desenvolver um programa que tenta treinar as capacidades de produção oral, compreensão oral e ainda alargar o vocabulário de um estudante estrangeiro do Português. Ainda não sei bem como irá funcionar o programa. Para já, só circulam algumas ideias. Mas a ideia é que o programa se adapte ao nível do estudante automaticamente, sem que seja necessário responder a algumas perguntas com um baixo grau de fiabilidade. Para cozinhar este prato são variados, desde reconhecimento de fala, a inteligência artificial, e claro, conhecimentos de programação. Daqui a uns anos se verá no que isto deu.
Ainda assim, penso que o que faço não é essencial para a sobrevivência do comum dos humanos. E pensar assim não me tem ajudado a ganhar o balanço que eu tenho como necessário para agarrar este trabalho com as duas mãos. Acho apenas um trabalho giro. Muito giro mesmo.
Música para o trabalho ou talvez não é este My Only Offer dos Mates of State. Descobri-os numa lista dos 50 melhores álbuns de 2008 e desde então deixo-me encantar pelas suas músicas. São o duo bem engraçado.
Fim de Crónica
Crónica
Zé David
às
11:53
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