Hoje, finalmente, a o cabo de várias semanas acordei, olhei pela janela e o céu estava algo azul. Não daquele céu azul em que se deposita confiança, mas daquele céu azul de quem dá tréguas por algum tempo, para de novo voltar à carga.
O cinzento tem dominado estes dias. Parece que Janeiro foi o mês mais chuvoso de há algum tempo para cá. Várias vezes me queixei disso. Fevereiro começa na mesma linha. Prefiro frio e sol à chuva. O caminho casa-trabalho sempre percorrido a pé ganha outras cores. Em vez de ir concentrado em levantar o meu guarda-chuva tipo escudo protegendo toda a panóplia de aparelhos electrónicos que levo comigo, consigo levantar os olhos, e observar. Observar quem passa e as suas reacções. Para além de o sol trazer muito mais gente para os passeios. E gente bonita até!
Dar o salto é uma força de expressão utilizada várias vezes em diferentes contextos. Quando me perguntaram por que vinha para Lisboa, eu respondi que queria dar o salto. Isto pode signitificar muita coisa. Agora quero dar o salto para fora desta caixa de texto e voltar ao meu trabalho que hoje tenta chamar a minha atenção sem que eu lhe consiga dar toda a atenção que ele efectivamente merece.
O salto é cantado por Emiliana Torrini, em Big Jumps. É uma das músicas candidatas a aparecer num anúncio publicitário qualquer devido ao seu elevado índice de fofura.
Fim de Crónica
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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
Dar o salto
Crónica
Zé David
às
16:09
2
posta(s) de pescada
Etiquetas: Emiliana Torrini
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