sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Problemas do bicho

O bicho homem, como alguém lhe chamava este fim de semana, é um senhor bicho. Por causa de preservar a todo o custo aquilo que é seu, e de desconfiar de tudo o que não lhe é familiar põe neste momento ponto de interrogação sobre os planos da minha pessoa.

Entre tempos de latência e falta de pro-actividade, a burocracia é das coisas mais chatas que este bicho homem inventou. E tudo porquê? Porque há sempre quem fure os esquemas e quem não saiba fazer uso das regras. Às vezes pergunto-me como seria o mundo sem fronteiras. Seria melhor que este? Muito provavelmente não. Mas aborrece-me estar dependente de papéis e tempos de latência e não saber se por esse motivo vou ter que ficar na sala de espera mais uns dias.

Haja música para ajudar a ultrapassar estes pequenos labirintos inventados pelo bicho. Não conhecia os Like Pioneers, mas passei a conhecer.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Músicas de aquecimento

Já lá vai o tempo em que se chegava ao estádio a tempo de ver o aquecimento da equipa. Hoje em dia chega-se em cima do apito inicial e se o jogo ainda não tiver começado é crime chegar ao estádio.

Durante muitos anos frequentei os bancos das equipas de basquetebol de formação do Olivais FC e o período de tempo mais longo em que estava dentro das quatro linhas e alvo de alguma atenção por parte do público presente era precisamente o aquecimento.

Existe uma categoria de músicas que insistentemente continuam a fazer parte do imaginário deste momento que antecede o jogo. As colunas estão sempre no máximo, o som é de péssima qualidade e sempre saturado.

Podia fazer uma pequena colectânea deste tipo de música, mas vou deixar aqui apenas três exemplos.

Com alguma qualidade e antiguidade Missing dos Everything but The Girl, cujo o nome da banda é absolutamente formidável. O ritmo constante ajuda a acelerar a batida cardíaca e ao escorrer das primeiras pingas de suor.


Um exemplo mais recente e, na minha opinião, mais foleiro é este Pump it Up de Danzel. É aquela música que proporciona a tentativa de afundanço frustrada a qualquer jovem jogador de basquetebol.



Por último a música que põe um dos maiores astros do futebol mundial a vibrar e a dançar com uma bola nos pés, Life is Life dos Opus.


E por que esta música entra na categoria de música de ginásio, para desenjoar deixo aqui uma descoberta recente dedicada a todos os irmãos mais velhos.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Objectos

Trocar de telemóvel é um acontecimento. Hoje, quando se deixa um telemóvel é um pedaço de vida que ali fica. Muitas conversas, muitas escritas, muitos movimentos terá vivido aquele objecto que me acompanhou para todo lado durante dois anos e meio.
Há sempre aquele esforço de tentar levar tudo para o novo telemóvel. Aquele pânico de quem vai deixar parte da sua vida para trás. Mas por outro lado é um apelo ao desprendimento do que são os objectos que vivem connosco.

Ainda assim, fiz uma task force para não perder os contactos que tinha no outro telemóvel. É um exercício engraçado escolher quais os contactos que quero manter. Há várias categorias: aqueles que já não me lembro quem são, aqueles com quem estive uma vez, aqueles que conheci uma vez em Inglaterra e que há mais de dez anos que não falo com eles, aqueles que fiquei com o número para combinar futeboladas, aqueles que estão lá por conveniência, há família e os amigos, aqueles que arrancam um sorriso quando salvamos o seu número da fossa.

Tudo isto acompanhado de uma boa música é uma dinâmica engraçada. Os Golpes decidiram ser a banda sonora deste momento.


Está na hora de escolher o seu par!!

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Rajada

De repente houve uma rajada que passou por aqui enquanto lia aqui umas coisas que não têm nada a ver com o assunto. E assim se agarra um assunto com medo que ele fuja.

O que é que eu posso dizer quando alguém diz "Love Get Out of My Way"? Posso dizer que é uma burrice grande, porque a vida sem amor é difícil de entender. Só posso entender esta frase à luz de uma enorme deturpação do conceito de amor. O amor que se fala aqui é um estado doentio de paixão cega no qual se vê pouco mais do que aquilo se diz que se ama à sua frente. Tudo o resto desaparece do pensamento. Se isto se chama amor? Daquilo que tenho experimentado, talvez não. Mas aceito que alguns se chamam assim. Afinal é apenas um problema semântico. A ideia eu percebo-a e até concordo. Porque este "amor" coloca um peso sobre os ombros que se arrasta para qualquer lado que se desloca. Destrói quem o carrega. Em suma, que esse "amor" saia do caminho e venha o verdadeiro, o desinteressado, o que constrói.

Afinal os Monarchy têm razão. Carrega no play.


Toda esta profundidade para acabar numa música electro-pop é sui generis. Ainda se vão pôr para aí a dizer coisas.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Arranque

Apagou-se o texto todo que tinha aqui que era uma metáfora bonita sobre motores, arranque e velocidade cruzeiro. Estou com preguiça de o voltar a escrever. Fica a ideia que é difícil arrancar depois de parar. Nada de muito elaborado, mas custa-me recordar a metáfora que tinha feito.

Tenho aqui uma música que me chamou a atenção há umas semanas.


E pronto, já está.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Crónica de regresso

Fica sempre bem regressar aos posts dizendo que este está a ser um verão bem quente. Acima da média. Desde que entrei no mercado de trabalho jamais tinha passado por tão intensas brasas, ainda que, um mergulho no meio do Atlântico interrompeu o braseiro durante 15 dias e quase me fez pensar que estava em plenos Alpes suíços em pleno Agosto.

Também fica bem dizer que não foi hoje que regressei de férias, já foi há uns dias. No entanto é hoje que a blogosfera saiu da praia. É hoje! E por isso apenas hoje deixei que os Mystery Jets viessem aqui. Eles já estavam a chatear-me há coisa de uma semana. Mas eu disse para eles aguentarem e eles conseguiram. Eles são a prova que vale a pena ir para os concertos ver a banda que vai aquecer a sala.


De resto há saúde e ar condicionado.

terça-feira, 27 de julho de 2010

5 músicas para o verão (+1)

Para começar vamos para o ponto onde ficámos no ano passado.
À beira da piscina, ao fim da tarde com um fino e tremoços na mesa, à noite na discoteca.




Depois pegamos no carro e vamos jantar fora. Ainda temos de por os óculos de sol por estamos a conduzir para noroeste e o sol está mesmo de frente. Bate-se palmas a compasso nas rectas em que não há carros a vir em direcção contrária. Movimentos dentro do carro também são frequentes.


Para-se obrigatoriamente para a caipirinha. Há música ao vivo. E soa assim:


A manhã dá os seus primeiros passos e saca-se do porta luvas os óculos para proteger dos primeiros raios de sol do dia que amanhece.

Acorda-se no dia seguinte no caminho para a praia com os vidros abertos e a colunas em altos berros.


PS:

Isto é viciante. Pode ser ouvido a seguir à música anterior se o caminho para a praia for longo. Ou então deixa-se para o regresso da praia enquanto se tira a areia dos pés.


segunda-feira, 19 de julho de 2010

O fim da minha épo(i)ca de festivais

É foi assim. Acabou a minha época dos festivais. Foi uma boa época. Para este ano ainda há os U2 em Outubro.

De ontem:
*Jorge Palma igual a si próprio. Disse este pedaço de frase: "Parece que vem aí o principezinho".
*A sonolência dos concertos de fim de tarde.
*A competência dos Spoon apesar do desconhecimento do público presente.
*O som cheio dos National que não fosse o estar de pé podia parecer que estava no coliseu.
*As canções do John Butler, porque quando improvisava era demasiado conceptual.
*O grandioso espectáculo de Prince. Um animal de palco, um artista com um talento enorme dos mais completos que já vi. Foi hora e meia sempre a curtir.
*A encenação do Empire of The Sun que dado o adiantar da hora pareceu-me exagerada. A malta queria mais comunicação e palminhas a compasso.

domingo, 18 de julho de 2010

SBSR Dia 3

Julian Casablancas, que traque foi esse? 40 minutos e vais-te embora sem dizer adeus? Francamente... Porquê?
Hot Chip, vocês são grandes.
Vampire Weekend, que grande concerto. Levantou mais poeira que a Ivete.

Para hoje:
*Palma's Gang de cerveja na mão.
*Stereophonics de sangria na mão e à conversa.
*Morning Benders, porque ouvi dizer que valia a pena.
*Spoon, para confirmar a boa surpresa que tem sido ouvi-los ao longo destes dias.
*Wild Beasts, para regressar ao São Jorge.
*The National, como se tivesse no coliseu.
*John Butler Trio, para ocupar o intervalo.
*Prince, porque o senhor já cá anda há uns anos.
*E acabo a época do festival no Empire of The Sun.

sábado, 17 de julho de 2010

SBSR Dia 2

De ontem temos mais filas intermináveis para chegar ao festival.
*Os Beach House só no carro e ao longe puxando-me para dentro do recinto.
*Meia hora à Cut Copy. Uma das minha favoritas ao vivo.
*Não houve desilusões dos Temper Trap. Grande concerto.
*Várias passagens nas imediações do palco super bock deram para confirmar os Keane.
*Uma meia hora surpreendente de Grizzly Bear.
*Um espectáculo muito completo dos Pet Shop Boys.