quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

O melhor de 2009

Os melhores do ano é clássico blogueiro desta época.
Eu vou cumprir a tradição. Vou deliberar, quais foram, na minha singela opinião, os melhores discos do ano.
É uma escolha sempre condicionada, porque para além de estar naturalmente condicionado no dia-a-dia, há ainda outras condicionantes, porque naturalmente que não posso chegar até todas as músicas e não sou capaz de consumir toda a música que me está acessível.
Sendo assim, vou opinar sobre os 5 melhores álbuns internacionais do ano, os 5 melhores álbuns nacionais, as 5 melhores canções do ano e os concertos que mais me marcaram este ano.

Álbuns internacionais:

*Yeah yeah yeahs - It's Blitz
*Florence and The Machine - Lungs
*La Roux - La Roux
*White Lies - To Loose My Life
*Julian Casablancas - Phrazes for the Young

Álbuns nacionais:
*Os Golpes - Cruz Vermelha Sobre Fundo Branco
*Samuel Úria - Nem Lhe Tocava
*3 Pistas Vol. 2
*Carminho - Fado
*Sean Riley and The Slow Riders - Only time will tell

Canções:

*Grizzly Bear - Two Weeks (Fred Falke Remix)


*Florence and The Machine - You've Got the Love


*Os Velhos - O céu é um lugar na terra

*Norton - Pump up the Jam


*Mando Diao - Dance With Somebody




Concertos:

*The Killers @ SBSR, Lisboa
*Kings of Convenience @ Coliseu, Lisboa
*Little Joy @ SBES, Lisboa


Agora é a vossa vez de opinarem.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Segundo Quartel

Com 25 anos há muito coisa que me resta por fazer. Já fiz coisas bonitas. Já participei em eventos grandiosos. Mas ainda me falta cumprir muita coisa.

Recordo-me de uma entrevista do Eusébio em que ele dizia que a idade que ele estabelecia como mínima para morrer eram os 25 anos. Pois, o Eusébio ainda é vivo e fez muitas coisas depois dos 25. Eu gostava de viver mais tempo, pelo menos até à reforma, para a poder gozar. Não sei se vai ser possível, mas eu gostava.

Aos 25 há pequenas coisas que mudam. Uma das que me lembro agora é a pergunta tipo para quem já não se vê há algum tempo. Aos poucos a pergunta "Já acabaste o curso?" vai mudando para "Então, quando é que te casas?".

Entro agora para um segundo quarto de século, em que as coisas se definem. Anseio por isso, mas não demasiado porque senão passo a vida a pensar no futuro.

A próxima música que está aqui, só tem uma frase que se aproveita para o dia de hoje. O Jay Jay Pistolet, é um tipo um bocado esquecido e provavelmente esqueceu-se do aniversário da namorada e escreveu uma música para ver se remediava o assunto. O resultado é o que se pode ouvir.



Obrigado e Bom Dia!

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Feliz Natal

A gerência deseja a todos um feliz Natal, sempre com música.

Desta vez o Fonseca presentea-nos com mais uma versão de um clássico natalício.

Ele está para nascer. Está quase!

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

O Natal Banal

Hoje vou falar dos clássicos deprimentes do Natal.
Sim, vou dizer mal. Não é coisa que jogue muito a meu favor. Mas estou farto de ser politicamente correcto. É mentira. Eu gosto de ser politicamente correcto. Mas hoje vou dizer mal.

É um facto que a televisão faz companhia à minha família durante os serões de Natal. Não há gente talentosa para animar os serões com teatrinhos e musiquinhas de Natal. Quando não vemos televisão jogamos PlayStation. É uma forma de estrear os novos jogos e de mostrarmos algum do talento que temos.

Isto tudo para dizer que esta análise se vai basear nas banalidades televisivas de Natal.

No capítulo reportagens clássicas estão: as compras de última hora, os números de SMS enviados pelo Natal, a noite de Natal na discoteca ou num restaurante e a saída do Pai Natal da Lapónia.

Este ano pode ser que apareça nas compras de última hora. Nas outras três está complicado.

Iremos ter programas especiais de Natal com famosos a jogarem aos concursos, iremos ter as melhores estreias de cinema do ano e toda uma série de motivos natalícios que uma boa noite de Natal não dispensa.

Iremos ter uma ligação directa ao modelo para falar com a Popota, e uma grande entrevista com a Leopoldina, que se viu ultrapassada em popularidade pela Popota e vai comentar esses factos perante todos os telespectadores. Vamos ter o Pai Natal de férias.

É tudo isto, mas muito mais. Acho boa ideia o Natal ser em Dezembro. Numa altura em que a duração dos dias é deprimente. Ao menos sempre há qualquer coisa que ilumine as nossas noites.

São agora convidados os estimados leitores a partilhar uma banalidade natalícia ou outra.

Vai agora sair uma música que o David Fonseca colocou há uns tempos no seu Facebook e que eu achei muita graça. Chama-se Run Run e cantam os Those Dancing Days. Para dizer que é impossível fugir a estas banalidades.



Fim de Crónica

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Facebook, Rule My World

Eu sei. Eu sei que tenho leitores assíduos e tenho que lhes dar carinho. Felizmente, não estou dependente da vontade dos anúncios do Google para me alimentar, e por isso não há razões para forçar a inspiração a não ser mesmo os ouvintes deste programa.

Mas não ideias que fiquem. As ideias voam. As que não voam ficam no Twitter ou no Facebook.
Genial, agora que escrevi Facebook iluminei-me. Isto porque ultimamente tenho ouvido variadas vezes este tipo de diálogo:
"Tens visto o Manuel? Já há muito tempo que não estou com ele...".
"Eu também não. No outro dia vi no Facebook dele que andava por Espanha...".
O Facebook está a dominar o modo como sabemos notícias das pessoas que estamos medianamente, ou relativamente afastadas. É um modo estranho mas eficaz, porque numa abordagem futura já teremos tema de conversa com essa pessoa, porque sabemos algumas coisas do que ela esteve a fazer. Isto faz-nos saltar sobre silêncios incómodos.
Por outro lado, as expectativas vão estar elevadas, porque se algo vai para o Facebook, significa que é suposto que as pessoas saibam, e da próxima vez que forem abordadas não esperam ser confrontados com essa tipo de perguntas.
É isto que eu acho do Facebook dos últimos dias.

No fundo é a forma que temos de dominar o mundo. Os Kings of Convenience cantam isso mesmo, naquela que na minha opinião é a canção do novo álbum que tem maior impacto ao vivo: Rule My World. Já foi há algum tempo mas são boas recordações.



Fim de Crónica

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Carros Públicos

Nos últimos dias tenho pensado que jeito daria que o carro fosse como aquelas bicicletas públicas que encontramos nalgumas cidades. Eu quero levar carro, mas depois não me apetece trazê-lo, ou por outra, não me apetece levar o carro, mas à noite, quando já está frio apetece-me chegar rapidamente casa, mas o diabo do carro fico em casa.
Será que isto não era um negócio viável?

Isto acontece muitas vezes porque o trânsito de Lisboa das durante o horário laboral deixa muito a desejar. Tenho saudades das circulares de Coimbra, de atravessar uma cidade em dez minutos. Infelizmente as cidades ainda não têm o dom de se adaptar. Sou eu que me tenho que adaptar a ela.

Já estou em aquecimento para o Super Bock em Stock. A oferta cultural de Lisboa é absolutamente inacreditável. Pudera eu aproveitar o que me é oferecido. Este aquecimento chega pela música de Patrick Watson, Big Bird in a Small Cage. Uma das descobertas que este conceito de festival me obrigou a fazer. Durante o fim de semana vai ser a correria na Avenida da Liberdade.



Fim de Crónica

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

O bater do coração

Por motivos variados, tenho andado nos últimos dias à volta do que são os amores e as relações. Quanto mais penso mais dúvidas tenho. O que parece assunto arrumado, é facilmente destabiliável. Não me considero de fracas convicções, mas acho que desta vez estamos a entrar no campo do inexplicável e quando o tentamos explicar podemos rapidamente contradizermo-nos.

Quando procuro respostas, cada vez tenho mais perguntas. Mas mesmo assim, acho que tenho tido algumas respostas. Querer é diferente de apetecer. Parece-me mais sensato querer do que apetecer, mas às vezes a fome é tanta que atropela o querer. Na maior parte das vezes, estendemos-lhe a mão e ele levanta-se. Mas às vezes o atropelamento é de tal forma que o querer demora a recompor-se e fica para trás. Quando isso acontece é chato. Hoje em dia ninguém gosta de esperar. Ainda por cima por algo que não se vê. Mas vale a pena ser pacientes. Vale a pena dar tempo. Vale a pena insistir. O amor é... Pois isso é mais complicado. A Bíblia diz que Deus é amor, mas o amor é Deus? E lá estou eu a lançar perguntas para o ar. A definição da Bíblia, embora curta, para mim não é fácil. Uma vez fiz a seguinte leitura: qualquer gesto de amor é uma forma de Deus se manifestar. Mas acho que Deus é mais que isto. Mas também não sei explicar.

Vou continuar a inventar perguntas sobre o amor. Pode ser?

Enquanto não tenho mais, tenho a versão inglesa do bater do coração, mas por uma norueguesa. Percebido? Ok, eu explico melhor: Annie tem um disco novo, mas eu descobri este Heartbeat no disco Anniemal de 2004. E gostei muito. Como este post fala de amor achei que era adequado, porque o coração acelera de vez em quando e não sabemos explicar porquê.



Fim de Crónica

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Mais um carimbo no passaporte

Por causa disto:




há hoje muita gente mais feliz, há muita gente orgulhosa em ser português. O que seria de nós se de dois em dois anos o pais não ficasse em suspenso para ver uma grande competição de futebol?

Para celebrar ficamos com Miami Horror e o tema Sometimes. É uma música que dá vontade de dar uns saltos de punho cerrado e gritar Portugal!!



Com diz o mister: cheira bem, cheira a África do Sul.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Derrubador de Barreiras

Há alguns dias que ando a pensar nisto: será que o tempo faz-nos gostar mais dos outros?
Será que por passarmos muito tempo com alguém podemo-nos apaixonar por esse alguém?
Confesso que não consigo arranjar resposta para esta pergunta. Se por um lado acho que o tempo deixa cair barreiras e faz com que consigamos entrar na profundidade do outro, por outro há anti-corpos que se criam à partida e não mais são retirados.
Acho que a chave está no ponto de partida. Se houver pré-disposição para deixar cair as barreiras que nos levam ao interior dos outros isso será mais fácil que isso aconteça. Mas às vezes as barreiras são inultrapassáveis e pode ser uma primeira impressão que fica, um comentário de alguém, ou simplesmente aquele mau humor que nos ficou. Um olhar impenetrável e superior, é muita vezes construir um muro. Quanto tempo será preciso para derrubar estes muros?

Da Suécia chegam The Sounds, banda conhecida pelo tema Tony the Beat (música do anúncio da Vobis) que já aqui passou. Lançaram em 2009 um novo álbum, de onde quero destacar o Home is Where Your Heart Is. Sem ser a rebaldaria que era Tony the Beat, é uma canção a rasgar mas com uma letra de puxar à lagriminha. Apesar dos suecos serem conhecidos pela sua insensibilidade, isto é a mais pura das verdades. Onde está o meu coração? E o teu?



Fim de Crónica

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Corrente de ar

Juntar uma pequena constipação, que entope o nariz a certas alturas do dia e da noite, com o pânico da gripe A, dá origem a situações caricatas e piadas que a partir de certo ponto deixam de ser encaradas como tal, e passam a ser encaradas como sérias ameaças à saúde dos que me rodeiam.

Neste momento tenho alguns lenços de papel espalhados pela secretária, outros no lixo. Não dispenso um chá de limão com mel antes de deitar. Ainda não recorri a fármacos, mas a pergunta do momento é: será Gripe A? Claro que não...
Mas basta um espirro para levantar suspeitas.

(Espirro)

Miike Snow lançou um dos discos mais amigos do ouvido dos últimos meses. Fica aqui Burial, um dos temas que mais uma vez explora o universo Slumdog Milionaire. É agradável, não?